Inteligência Artificial, sociedade e classe:

como a IA impacta o trabalho, a saúde e as políticas públicas

Descrição

A relação do Brasil com as Big Techs é um elemento geopolítico de primeira ordem e não pode ser tratada apenas sob uma perspectiva técnica. Estados Unidos e China têm intensificado seus esforços na disputa pela supremacia tecnológica global. A preocupação com a soberania nacional passa necessariamente pelo debate sobre a soberania digital. O livro Inteligência Artificial, Sociedade e Classe analisa criticamente o avanço da Inteligência Artificial (IA) e suas consequências sociais, econômicas e políticas, com foco nas desigualdades de classe e nas assimetrias globais.

A obra mostra como a IA reforça estruturas de poder, intensifica a automação e precarização do trabalho, e aprofunda a dependência tecnológica dos países periféricos. Destaca o papel central dos dados como insumo para a acumulação de capital, controlados por grandes plataformas digitais. O livro também discute os riscos da privatização de serviços públicos, da vigilância e da discriminação algorítmica. Defende a necessidade de políticas de soberania digital, regulação, transparência e participação popular para que a IA contribua para a redução das desigualdades e o desenvolvimento autônomo dos países dependentes.


 

“Atualmente, os operários continuam a serviço das máquinas, todavia os sistemas algorítmicos e a IA introduzidos pelo capitalismo industrial, mudaram e elevaram as habilidades exigidas dos operários devido à maior complexidade da operação com os robôs e demais autômatos. O capitalismo cada vez mais digitalizado é um capitalismo cuja maior parte da riqueza vem dos serviços reunindo trabalhadores assalariados com níveis salariais muito variados e um crescente número de pessoas sem contrato, sem direitos, sem remuneração fixa, convertidos em autônomos sem autonomia.”

— Sérgio Amadeu da Silveira

“As grandes empresas multinacionais de tecnologia que passaram anos extraindo dados das interações de seus usuários e armazenando dados em suas bases de dados estão preparadas, muito mais do que governos ou outras instituições, para ofertarem os mais diferentes serviços, muitos dos quais até então providos gratuitamente pelo Estado. O que já começa a acontecer é a privatização da gestão e oferta de serviços como transporte, saúde, educação, segurança, saneamento, lazer etc., processo que tende a elevar seus preços, priorizar a eficácia e tornar frágeis os mecanismos de controle e participação social.”

— Lia Ribeiro Dias

Capítulos

A disputa pela liderança da Inteligência Artificial, a China e o código aberto
Xiong Jie e Sérgio Amadeu da Silveira

A IA e a questão das classes sociais
Sérgio Amadeu da Silveira

O valor dos dados digitalizados no processo de acumulação do capital
Luiz Sérgio Canário

A IA realmente existente e as promessas do mercado
Gabriel Boscardim de Moraes

IA: há espaço para os países dependentes?
Lia Ribeiro Dias

Saúde digital e IA: imperialismo e dependência na saúde pública brasileira
Joyce Souza Maldonado

Os dados no padrão de reprodução do capital
Lia Ribeiro Dias e Rita Ferreira

IA e participação civil em políticas públicas: o caso Senseable Rio Lab
Marcelo de Faria

A IA no controle de entregadores via aplicativo
Yanca Nazário Taveira Palumo

Popularização da IA realmente existente e a subjetivação neoliberal
Luciana Ribeiro Rodrigues

Servidão maquínica nas eleições: IA generativa e o perigo dos deepfakes
Carla Oliveira

 

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Título do livro:

Inteligência Artificial, sociedade e classe:

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