NIGRA KORO DISTRO

Questão Feminina - Emma Goldman

Os textos aqui reunidos foram escritos e publicados entre 1906 e 1932, tanto em livros quanto em revistas anarquistas, em especial na Mother Earth, criada e editada por Emma Goldman entre os anos de 1906 e 1917.

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Questão Feminina - Emma Goldman

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Descrição

Questão Feminina – Emma Goldman

 

Os primeiros escritos, A Tragédia da Emancipação Feminina; Tráfico de mulheres; Sufrágio Feminino e O Camaleão do Sufrágio Feminino, que apareceram inicialmente na Mother Earth, abordam temas caros sobre a emancipação da mulher e seus caminhos. Nestes Emma não teme em se vincular as tradições operárias da Associação Internacional dos Trabalhadores (AIT), quando declara: “O direito ao voto, ou igualdade dos direitos civis, podem ser boas demandas, mas a verdadeira emancipação não começa nas eleições ou nos tribunais. Começa na alma da mulher. A história nos mostra que toda classe oprimida conquistou a verdadeira libertação de seus senhores pelos seus próprios esforços.” Ela entende que a luta pela libertação feminina deve ser obra da ação direta das mulheres. Assim, se as demandas da emancipação feminina se reduzirem ao voto, e se o voto feminino ou a eleição de mulheres para os cargos políticos for visto como um caminho para a redenção da política, tal processo estará condenado, desde o início, ao fracasso. Neste aspecto Emma é enfática e precisa: “A corrupção da política não tem nada a ver com moral, ou com frouxidão de moral das várias personalidades políticas. Seu motivo é totalmente material. A política é reflexo do mundo empresarial e industrial, cujos lemas são: ‘melhor receber do que dar’; ‘compre barato e venda caro’; ‘uma mão lava a outra.’ Não há esperança, nem mesmo a mulher, com seu direito ao voto, jamais purificará a política.”

Nos textos seguintes, Os aspectos sociais do Controle de Natalidade; Emma Goldman é presa; Emma Goldman, pronta para discursar, é presa e Carta à imprensa a autora aborda a questão do controle de natalidade. Neste aspecto ao analisar a estrutura política e reprodutiva na atual sociedade indaga como é possível defender o “direito a vida” de um feto quando a vida humana não passa de um pedaço de carne para a indústria ou para a guerra, ou nas palavras da própria Emma: “Há tempos ela está ajoelhada diante do altar do dever imposto por deus, pelo capitalismo, pelo Estado e pela moralidade. Hoje ela acorda de um longo sono. Se libertou de seu pesadelo do passado; virou sua face em direção à luz e proclamou em alto e bom tom que não será mais parte do crime de trazer infelizes crianças ao mundo unicamente para serem moídos aos pedaços pelas engrenagens do capitalismo e para serem estraçalhados nas trincheiras e campos de batalhas.”

Já nos escritos que fecham este primeiro volume da Coleção Emma Goldman, foram selecionadas duas biografias escritas por Emma de mulheres fundamentais para a história das lutas femininas no mundo, a primeira Voltairine De Cleyre, anarquista e colaboradora de Emma Goldman na revista Mother Earth e a segunda, Mary Wollstonecraft, sua trágica vida e apaixonada luta pela liberdade, primeira mulher a lutar e reivindicar igualdade social, laboral e política para as mulheres dentro da sociedade capitalista.

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