Com o coração na boca pitagorismo, vegetarianismo e interfaces com a Ética Animal

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Com o coração na boca pitagorismo, vegetarianismo e interfaces com a Ética Animal

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Descrição

Com o coração na boca pitagorismo, vegetarianismo e interfaces com a Ética Animal.

Márcia Marques Marinho Castro

 

Esta obra se propõe a identificar as manifestações do vegetarianismo na Antiguidade helênica, mais especificamente na representação do pensamento de Pitágoras e seus seguidores, e analisá-las à luz do sistema de crenças conhecido como pitagorismo, enfatizando suas implicações éticas e suas correspondências com a Ética Animal. As articulações entre vegetarianismo e Ética Animal, evidenciadas por esta obra, somar-se-ão à noção de que o vegetarianismo introduz movimentos de ruptura com práticas, estruturas e associações ditas tradicionais, corroborando o conceito de vegetarianismo também como instrumento de contestação de práticas nocivas ao ambiente, aos homens e animais – de cujos corpos e vidas o homem se apropria, explorando-os ferozmente e, em última instância, reduzindo-os a produtos e mercadorias.

Além da crítica a um estilo de vida predominante, o vegetarianismo ético, nos dias de hoje, implica prejuízo financeiro aos vários segmentos que lucram com a produção animal; na Grécia Antiga, por outro lado, o vegetarianismo ético constituía um desafio à hierarquia que subordinava animais a homens. Na Grécia da época dos pitagóricos, o pensamento predominante conferia estatutos bastante diversos a homens e animais, e a ordem – social, política e cultural – vigente determinava que, durante os festivais religiosos, os animais fossem sacrificados em honra aos deuses e sua carne fosse partilhada com os homens: a carne consagrada e ofertada servia para manter a harmonia entre o sagrado e a polis, apaziguando a ira dos deuses e permitindo que os homens fossem agraciados com seus favores e sua proteção. O sacrifício de animais, de fato, surge como um pacto (selado entre homens e deuses) a ser repetidamente celebrado e, assim, constantemente renovado. Para Pitágoras, distintamente, o resgate da conexão entre humano e divino era promovido pela abstenção da carne dos animais, fosse pela crença na metempsicose ou pela prescrição da dieta vegetariana como exercício de disciplina, simplicidade, purificação do corpo e da alma – ou compaixão para com os animais

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