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Mundos Multiespécie: Resistir e Rastejar com animalidades indisciplinadas

O preço original era: R$79,90.O preço atual é: R$59,90.

Um livro para fabular outros mundos, escapar das capturas e imaginar formas indisciplinadas de existir.

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Descrição

Este livro nasce das ruínas, mas também das pequenas germinações que insistem entre elas. Ela nasce das teias, dos rastros, das alianças que se formam quando decidimos habitar o(s) mundo(s) sem possuí-lo(s). Mundos multiespécies: resistir e rastejar com animalidades indisciplinadas é uma obra teórica e sensível nascida de uma tese de doutorado em Bioética — mas que também é corpo, território e gesto de afeto. Trata-se de uma ficção teórica que se move entre a filosofia, a poesia e a etnografia selvagem, convocando o pensamento a se arrastar com os fungos, as águas-vivas, os elefantes, as abelhas e as plantas que brotam nas calçadas — com tudo aquilo que o pensamento moderno chamou de outre. Ao longo de suas três partes, o livro percorre caminhos que se entrelaçam: a primeira, sobre estudos multiespécie, fricções e micorrizas investiga as ontologias e práticas que emergem da vida compartilhada entre espécies; a segunda, sobre indisciplina e resistência animal, rastreia casos e insurgência mais-que-humanas; e a terceira, sobre as alianças selvagens (pensadas e sentidas ao lado de minha amiga Anahí Gabriela González) fabula encontros e reciprocidades possíveis nas ruínas do capitalismo e da colonialidade. Este livro pode ser lido como um todo, em sua travessia completa, ou em partes autônomas, como fragmentos de um mesmo mundo em expansão. Cada Parte é uma dobra — teórica, poética, viva — que convida a pensar e sentir com tudo o mais-que-humano que resiste, rasteja e floresce nas ruínas. Aqui, o verbo pensar não se separa de sentir. Rastejar é método e é ética: é se aproximar do mundo pelo atrito, pela escuta, pela vulnerabilidade compartilhada. É aprender que a matéria responde, que o toque é político, que a vida é sempre uma composição entre corpos. Entre o espanto e a ternura, entre o rigor teórico e a linguagem que se dobra para respirar, este livro fabula mundos possíveis: micorrízicos, indisciplinares, de alianças selvagens. Um convite para habitar o que resta — e, no resto, inventar o que vem.

 

Martina Davidson (elu) é uma pessoa não binária, anarquista, neurodivergente e antiespecista. Mestrie (Universidade Federal Fluminense – UFF) e Doutore (Universidade federal do Rio de Janeiro – UFRJ) em Bioética, Ética Aplicada e Saúde Coletiva. Pesquisadore do Laboratório de Ética Animal e Ambiental (UFF) em temas como transfeminismos, decolonialidade, animalismos, estudos crip e estudos multiespécie. Membre da Revista Latinoamericana de Estudios Críticos Animales e da Revista de Estudios Posthumanos. Tutore das gatinhas: bell (falecida em 2025), Juno, Alisha e Miha. Autore dos livros “Repensando o Veganismo” e “Declararam Guerra Contra a Ilha Sapatão”, ambos publicados pela editora Ape’ku. Poeta, militante e argentine-brasileire.

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