Descrição
Este livro nasce das ruínas — mas também das pequenas germinações que insistem entre elas. Nasce das teias, dos rastros, das alianças que se formam quando decidimos habitar o(s) mundo(s) sem possuí-lo(s). Mundos multiespécie: resistir e rastejar com animalidades indisciplinadas é uma obra teórica e sensível nascida de uma tese de doutorado em Bioética — mas que também é corpo, território e gesto de afeto. Trata-se de uma ficção teórica que se move entre a filosofia, a poesia e a etnografia selvagem, convocando o pensamento a se arrastar com os fungos, as águas-vivas, os elefantes, as abelhas e as plantas que brotam nas calçadas — com tudo aquilo que o pensamento moderno chamou de outre. Ao longo de suas três partes, o livro percorre caminhos que se entrelaçam: a primeira, sobre estudos multiespécie, fricções e micorrizas investiga as ontologias e práticas que emergem da vida compartilhada entre espécies; a segunda, sobre indisciplina e resistência animal, rastreia casos e insurgência mais-que-humanas; e a terceira, sobre as alianças selvagens (pensadas e sentidas ao lado de minha amiga Anahí Gabriela González) fabula encontros e reciprocidades possíveis nas ruínas do capitalismo e da colonialidade. Este livro pode ser lido como um todo, em sua travessia completa, ou em partes autônomas, como fragmentos de um mesmo mundo em expansão. Cada Parte é uma dobra — teórica, poética, viva — que convida a pensar e sentir com tudo o mais-que-humano que resiste, rasteja e floresce nas ruínas. Aqui, o verbo pensar não se separa de sentir. Rastejar é método e é ética: é aproximar-se do mundo pela fricção, pela escuta, pela vulnerabilidade compartilhada. É aprender que a matéria responde, que o toque é político, que a vida é sempre uma composição entre corpos. Entre o espanto e a ternura, entre o rigor teórico e a linguagem que se dobra para respirar, este livro fabula mundos possíveis: micorrízicos, indisciplinares, de alianças selvagens. Um convite a habitar o que resta — e, no resto, inventar o que vem.
Martina Davidson (elu) é uma pessoa não binária, anarquista, neurodivergente e antiespecista. Mestrie (Universidade Federal Fluminense – UFF) e Doutore (Universidade federal do Rio de Janeiro – UFRJ) em Bioética, Ética Aplicada e Saúde Coletiva. Pesquisadore do Laboratório de Ética Animal e Ambiental (UFF) em temas como transfeminismos, decolonialidade, animalismos, estudos crip e estudos multiespécie. Membre da Revista Latinoamericana de Estudios Críticos Animales e da Revista de Estudios Posthumanos. Tutore das gatinhas: bell (falecida em 2025), Juno, Alisha e Miha. Autore dos livros “Repensando o Veganismo” e “Declararam Guerra Contra a Ilha Sapatão”, ambos publicados pela editora Ape’ku. Poeta, militante e argentine-brasileire.
![[PRÉ-VENDA] Mundos Multiespécie: Resistir e Rastejar com animalidades indisciplinadas](https://nigrakorodistro.com/wp-content/uploads/2026/02/capamultiespecies-1_Easy-Resize.com_.jpg)
![[PRÉ-VENDA] Mundos Multiespécie: Resistir e Rastejar com animalidades indisciplinadas - Imagem 2](https://nigrakorodistro.com/wp-content/uploads/2026/02/sobrecapa_Easy-Resize.com_.jpg)
![[PRÉ-VENDA] Mundos Multiespécie: Resistir e Rastejar com animalidades indisciplinadas - Imagem 3](https://nigrakorodistro.com/wp-content/uploads/2026/02/Image-27-de-jan.-de-2026-16_15_07_Easy-Resize.com_.jpg)





